Estereotipias (Stimming) no Autismo
No Transtorno do Espectro Autista (TEA), é comum a presença de movimentos repetitivos
ou padrões comportamentais conhecidos como estereotipias, ou “stimming”.
Esses comportamentos por vezes geram estranhamento por fugirem do que é socialmente
esperado, mas cumprem uma função importante de autorregulação.
As estereotipias podem se manifestar de diferentes formas, envolvendo distintos
sistemas sensoriais e motores:
Cada pessoa pode apresentar um ou vários tipos de estereotipias, que variam de
acordo com o contexto, o nível de estresse, a excitação emocional e a necessidade
de autorregulação naquele momento.
As estereotipias têm uma função regulatória fundamental. Elas auxiliam a pessoa
autista a organizar sensações, reduzir ansiedade, lidar com sobrecarga sensorial,
manter foco, expressar emoções e recuperar o equilíbrio interno.
Por isso, não se tratam de comportamentos inadequados ou que devam ser
automaticamente interrompidos ou eliminados.
A intervenção clínica não deve ter como objetivo extinguir as estereotipias,
mas compreender quando, por que e para que elas ocorrem.
A modulação só é indicada quando há risco físico, sofrimento significativo
ou prejuízo funcional importante.
Respeitar e validar essas estratégias naturais de autorregulação é essencial
para o bem-estar, a saúde mental e uma abordagem ética e inclusiva.
Compreender as estereotipias é compreender a forma singular como cada pessoa
autista se organiza no mundo.
Tipos de estereotipias
Função das estereotipias
Intervenção clínica